Quando você sente que seu mundo acaba, seus sonhos viram pesadelos. Sente que tudo que você conhecia, e muitas vezes amava, rui sob seus olhos. Vai se destruindo devagar, sumindo parte por parte, até não sobrar nada, apenas um vazio de dor, escuridão, loucura e solidão.
Você mergulha naquela imensa insanidade e se tranca na própria mente, na própria loucura, e tenta se manter lúcida, mas você se afunda cada vez mais na sua própria fantasia. Na sua mentira.
Você vai enlouquecendo, misturando realidade com esse devaneio e alucinação. Você não sabe mais o que é real e o que é fruto da sua prisão mental.
Auto-destruição. Dor. Sofrimento. Lágrimas.
E a loucura. É só o que sobra.
Os pesadelos, presentes só quando dormíamos, se tornam constantes em nossas vidas. Somos perseguidos por nosso inconsciente e nosso passado. Com o passado vem a dor, a dor e o sofrimentos de dias, meses, anos atrás.
Somos torturados psicologicamente por nós mesmos. Uma tortura sem fim, com nossos maiores medos a solta ao nosso lado. Horror, medo, gritos, dor e mais dor.
Então você chora, se encolhe, e tenta esquecer tudo aquilo. E quando vai conseguindo, se sente mais leve, mas sabe que uma hora ou outra, o tormento, o martírio, voltam pra te assombrar, e te deixar cada vez mais a beira do delírio.
E você se sente no escuro, sem ver, sem enxergar. Encolhido, tentando fugir e se esconder de si mesmo.
É impossível, mas você continua tentando, até perder totalmente a sanidade, e chorar até que você consiga pelo menos dormir, e tentar voltar a sonhar como antes.
Esquecer os pesadelos da vida real e tentar se trancar naquela parte de você que ainda acredita no amor. E o amor, supostamente vai te curando, o amor te ergue, te ajuda, mas pra isso você precisa de apoio. E pra isso, você tem que começar a acreditar em você, e em como você pode ser amada, sendo você, no mundo real, e não no seu mundo de ilusões.