quarta-feira, 20 de abril de 2011



Dias se passavam, devagar.
Senti uma pontada. Senti um vazio no coração, uma dor insensível e meticulosamente programada pra afetar um coração apaixonado. Parecia que nuvens sombrias tampavam o sol, a fonte de luz que iluminava aquele casebre... Uma neblina gélida me envolveu. Sentia como seu um punhal gelado atravessava o meu peito, chegando em meu coração e lhe envolvendo com garras afiadas e o arrancando pra fora. E mesmo assim, ele continuava batendo, bombeando aquele maldito sangue que insistia em circular em meu corpo. Sentia um frio, um calor, uma dor, um alivio, um beijo seu em meus lábios secos e um abraço quente em meus braços nus e gelados, congelando naquele ambiente sórdido e tétrico. Sofrido e deprimente. Era como um mundo de sonhos. Pesadelos, do qual eu jamais acordaria.
A verdade então me cortou como uma faca. Eu estava agonizando, berrava de dor, esperando que alguém ouvisse, mas ninguém podia me ajudar. Era a dor, era o sofrimento, eu senti o frio, eu senti o hálito da morte, sussurrando pra mim em palavras geladas, que eu morreria.
E o tempo não passava. Os dias passavam, devagar. E a dor me seguia para onde quer que eu fosse.


~por Jac  tenebras~

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