sexta-feira, 8 de abril de 2011

Eu sinto...

Eu sinto um frio em minha barriga toda vez que me movo. Como se algo estivesse errado pelo simples fato de eu estar respirando. Porque eu jurei que estava morta quando percebi a ausência de seu amor. Seu amor abastecia minha vida, coloria meus dias, que agora são cinzas, sem cor.
Seus olhos encontravam os meus, liam a minha alma como uma poesia doce e suave, e visualizava a minha confusão. Dizia as palavras certas, encantadoras, que acalentavam meu coração machucado por dores passadas.
Seu sorriso tão certo, seu amor tão puro. Seu olhar tão apaixonado, e depois tão distante, tão falso, tão... Inexistente, que fazia com que todo o ar se fosse, e eu precisasse de você pra respirar.
O meu amor:
Palavras, sussurros, poemas, músicas. Mentiras, mentiras e mentiras.
Sorrisos, olhares, gestos, toques. Vazios, sem valor, sem amor.

E no final, só sobrou para mim, as lembranças, as memórias de um grande sonho, que me carregam entre meus pesadelos, me obrigando a continuar andando, vivendo, e um dia, me obrigará a sonhar.



~por Jac  tenebras~

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