sábado, 2 de abril de 2011

Romeu e Julieta - Ato II, Cena II: Julieta

Os coisas que nos ferem, os sentimentos que nos pegam de surpresa, as coisas que acontecem, o sofrimento...
Tudo tem um nome, uma palavra que signifique aquilo e que lhe lembre o que aconteceu todos os dias da sua vida.
Tristeza, para você lembrar dos momentos tristes.
Sofrimento, para você lembrar de sofrer por eles.
Saudade, para você sentir falta do que lhe fez sofrer.
Passado, para que esses acontecimentos nunca lhe deixem.
Amor, para lhe dar esperanças. Esperança, para você ficar procurando amor.
Decepção, quando você não acha tudo pelo que você procurava.
Dor, para expressar aquele peso que lhe machuca, aquela sombra negra em seu coração que quase o impede de bater. Ou às vezes o impede de parar.

As palavras, os nomes, os substantivos, adjetivos, os pronomes... Tudo para te fazer sofrer mais quando você sofre. Quando você está sozinho, tudo que você pensa é em sua solidão. SUA solidão, há palavras para mostrar que tudo que está acontecendo ali é seu. De mais ninguém.
É problema seu, sofrimento seu, suas lágrimas, sua dor, seu passado, seu presente, seu futuro, sua solidão. SEU, SUA, VOCÊ... Sozinho. Sentindo, sonhando, pensando, amando... Sofrendo...

Mas também há aquilo que nomeia o que te faz sentir bem.
Família, aqueles que estarão sempre ao seu lado, não importa quando, onde, por que, como. Eles lhe apoiarão, mesmo que você não mereça.
Sonhos, onde você pode viver seu conto de fadas, seus desejos, e onde ninguém pode lhe dizer o que fazer, ou rir de você, você decide o que quer ser, o que quer fazer, onde vai estar.
Sorriso, abraço, beijo, aqueles gestos que mudam tudo, que podem lhe fazer feliz.
Felicidade, aqueles pequenos momentos, ou quando o sol nasce de manhã, ou quando ele se põe, ou quando você vê um sorriso de uma mãe, pegando seu filho no colo pela primeira vez. Ou naqueles pequenos momentos, que pros outros podem não significar nada, mas pra você é algo que pode marcar, ou até mudar, sua vida.
Amor, esperança, alegria, paz. PAZ! Paz de espírito, paz com si mesmo, com os outros, com o mundo, com Deus, com o universo, com o que você acredita.
Mas o que há num simples nome, se tudo que importa no final, é o que você sente? E como você demonstra o que sente? Como você entra em contato com aquilo?

"Que há num simples nome? O que chamamos de rosa, com outro nome não teria igual perfume? "
William Shakespeare - Romeu e Julieta, Ato II, Ceno II: Julieta.


~por Jac  tenebras~

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