domingo, 3 de abril de 2011

A Painful Past

Tranquei o meu coração em uma caixa, pra não deixá-lo vulnerável pra você.
Mas uma simples caixa de cristal não o protegia de seus lábios, e das palavras que saiam dele.
A caixa de cristal era um tipo de muralha, que me fazia desconfiar de todos, mas você conseguiu abri-la, conseguiu meu coração sem ao menos rachá-la.
Mas depois a quebrou em mil pedaços, e quando se quebra assim, jamais se pode colar.
Já fazia dias que o céu estava nublado, já fazia dias que eu não via os raios de sol tocaram as leves ondas do mar azul que eu via em minha frente. Nem saía da minha cama, pois eu não tinha mais pra que correr e em quem saltar e roubar um beijo, enquanto este fazia panquecas pro nosso café da manhã.
Desci as escadas devagar, praticamente me arrastando como uma sombra clara, quase invisível. E outra sombra me seguia, mas esta era uma outra sombra, uma que não estava exatamente ali comigo. Era um tipo de fantasma. Um fantasma real.
Fazia anos que aquele fantasma do passado me perseguia e não me deixava olhar pra frente.
Larguei o lençol branco, cujo tecido era onde eu me aninhava todas as noites depois de chorar, e tentava dormir, ansiando que eu não teria pesadelos.
Seu sorriso era como uma faca de gelo que atravessava meu coração, e congelava-o, pra ele jamais bater por ninguém mais. O calor de seu corpo e o doce sabor de seus lábios eram os cacos de cristal que caíram naquela noite, fincando-se em minha pele, perfurando-a gentilmente.
Já havia se passado quase uma década, e eu não consigo esquecer, não consigo nem ao menos fingir que esqueço.
Não posso ser feliz sem esquecer.
E você não me deixa ser feliz.

~por Jac  tenebras~

Um comentário:

lágrimas